Reminiscência geográfica na ilha Terceira

Lamego: formação, ocorrência e limites documentais

Dossiê académico sobre Lamego, com prova por campo e separação entre morfologia, ocorrência delimitada, distribuição moderna, heráldica, portadores atuais e genealogia.

Designativo inventariado no Quadro B de reminiscências geográficas (1450–1550) Formas citadas: Lamego · lameguo Publicado em revisto em

Proveniência por campo

O que a publicação sustenta — e o que fica de fora

Cada afirmação preenchida tem localizador e qualificação próprios. Os campos excluídos continuam visíveis para impedir que uma ocorrência histórica pareça provar distribuição, armas, portadores modernos ou parentesco.

Documentado com qualificação

Morfologia e classe de formação

Designativo inventariado no Quadro B de reminiscências geográficas (1450–1550)

Morfologia e classe de formação: afirmação 1

Gregório inclui Lamego no Quadro B, “Antroponímia da ilha Terceira — Reminiscências geográficas (1450–1550)”.

Qualificação: A inclusão mostra a leitura geográfica adotada no levantamento. Não determina uma única localidade, não prova a naturalidade da pessoa e não exclui que a forma já estivesse fixada como apelido.

Força declarada: classificação direta em quadro académico, com limites declarados

  1. Terra e fortuna nos primórdios da Ilha Terceira (1450–1550) Localizador: vol. II, Quadro B, p. 444 Suporte: Inclui Lamego como elemento antroponímico no quadro geográfico.
  2. Terra e fortuna nos primórdios da Ilha Terceira (1450–1550) Localizador: vol. I, pp. 111–115, secção 5.3.1 Suporte: Explica que um designativo podia já estar fixado como apelido e deixar de indicar a origem imediata do indivíduo.

Documentado dentro do corpus

Ocorrência delimitada

1492, João de Lamego, mordomo da confraria de Santo Espírito. Referência publicada: THSEA, fl. 410.

Ocorrência delimitada: afirmação 1

O Quadro B regista 1492, João de Lamego, mordomo da confraria de Santo Espírito.

Qualificação: A ocorrência é delimitada à ilha Terceira e à referência THSEA, fl. 410. Não é uma primeira ocorrência portuguesa, um mapa de distribuição ou uma ligação a pessoas atuais.

Força declarada: ocorrência nominal, cronológica e documentalmente localizada em tese académica

  1. Terra e fortuna nos primórdios da Ilha Terceira (1450–1550) Localizador: vol. II, Quadro B, p. 444; THSEA, fl. 410 Suporte: Publica a pessoa, a data e a referência associadas a Lamego.

Excluído deste volume

Distribuição moderna

Este volume não publica frequência atual, percentagem nacional, ranking, concentração regional ou mapa. Uma contagem histórica local não é convertida em distribuição moderna.

Excluído deste volume

Heráldica

Nenhum brasão, timbre, direito a armas ou estatuto nobiliárquico é atribuído à forma. Referências heráldicas incidentais das fontes não são usadas como prova lexical ou familiar.

Excluído deste volume

Portadores atuais

Não se nomeiam, contam, localizam ou associam pessoas vivas. A ficha não procura descendentes modernos das ocorrências históricas.

Não inferido

Genealogia e parentesco

A repetição de uma forma não demonstra parentesco. Uma genealogia exige documentos que liguem pessoas concretas, geração a geração, com cronologia compatível.

Como interpretar a classificação de Lamego

Lamego aparece num inventário de reminiscências geográficas. A autora trata este tipo de designativo com cautela, porque no século XV ou XVI a forma podia indicar proveniência, conservar a origem de uma geração anterior ou já funcionar como apelido estabilizado.

A classificação publicada delimita uma possibilidade histórica ou uma função dentro do corpus. Não identifica automaticamente a intenção de quem primeiro usou a forma, uma data de criação, uma localidade exclusiva ou uma família fundadora.

O alcance exato da ocorrência

A entrada permite localizar Lamego numa pessoa e num ato concretos: 1492, João de Lamego, mordomo da confraria de Santo Espírito. A cota ou referência editorial publicada é THSEA, fl. 410.

A ocorrência confirma presença apenas na fonte, época e função antroponímica indicadas. Não estabelece antiguidade absoluta, sobrevivência contínua, distribuição atual ou ligação a outro portador da mesma grafia.

Seis campos que não se completam uns aos outros

O Quadro B reúne 134 designativos com remissão geográfica e não é uma lista de famílias. A própria tese separa o registo documental das hipóteses sobre lugares, linhagens e migrações.

Morfologia, ocorrência, distribuição, heráldica, portadores atuais e genealogia respondem a perguntas diferentes. Um campo sem fonte permanece excluído ou não inferido, em vez de receber uma conclusão emprestada de outra camada.

Como continuar a pesquisa sem perder a proveniência

A investigação de Lamego pode continuar a partir de THSEA, fl. 410, confrontando o documento com outras grafias publicadas: Lamego, lameguo. Cada pessoa deve ser identificada antes de propor continuidade.

O objetivo é chegar a documentos identificados que possam ser revistos por outra pessoa. A forma ajuda a encontrar candidatos; só o conteúdo dos registos pode confirmar identidade, residência, atividade ou parentesco.

Da entrada publicada ao documento

Caminho de pesquisa auditável

  1. Registar Lamego exatamente como aparece em cada documento e guardar separadamente uma forma normalizada para pesquisa.
  2. Anotar instituição, fundo, série, cota, fólio ou página, data, lugar, tipo documental e papel da pessoa no ato.
  3. Pesquisar grafias próximas como consultas autónomas; só reuni-las quando um documento ou estudo onomástico justificar a equivalência.
  4. Partir da pessoa mais recente já documentada e ligar cada geração por filiação explícita, sem usar a semelhança do apelido como atalho.

O resultado esperado é uma sequência de documentos identificados. Uma grafia, uma profissão, um lugar possível ou uma menção heráldica não substitui essa sequência.

Fontes, localizadores e direitos

Manifesto das publicações usadas

“Acesso aberto” descreve a disponibilidade no repositório. Na ausência de uma licença de reutilização explícita, este volume não presume uma licença Creative Commons.

  1. Tese de doutoramento em repositório institucional

    Terra e fortuna nos primórdios da Ilha Terceira (1450–1550)

    Rute Dias Gregório · Tese de doutoramento em História, especialidade de História Medieval, volume II

    Instituição responsável: Universidade dos Açores

    Uso nesta coleção: Fonte direta para nove entradas do Quadro B, “Antroponímia da ilha Terceira — Reminiscências geográficas (1450–1550)”, com pessoas, datas e cotas.

    Limite da fonte: Levantamento histórico insular. A autora explicita que um designativo geográfico podia já estar fixado como apelido; a tabela não prova a naturalidade individual, uma única localidade ou parentesco.

    Acesso: Acesso aberto no repositório institucional

    Licença e direitos: O registo marca “openAccess”, sem declarar licença Creative Commons de reutilização. Este volume parafraseia linhas do Quadro B e conserva as referências arquivísticas publicadas. Não reutiliza imagens, mapas ou transcrições extensas.

    Fonte 1 · consultada em abrir o texto usado