Alcunha derivada no corpus madeirense

Mansinho: formação, ocorrência e limites documentais

Dossiê académico sobre Mansinho, com prova por campo e separação entre morfologia, ocorrência delimitada, distribuição moderna, heráldica, portadores atuais e genealogia.

Alcunha delexical com -inho; relação com Manso apresentada como direta Formas citadas: Mansinho Publicado em revisto em

Proveniência por campo

O que a publicação sustenta — e o que fica de fora

Cada afirmação preenchida tem localizador e qualificação próprios. Os campos excluídos continuam visíveis para impedir que uma ocorrência histórica pareça provar distribuição, armas, portadores modernos ou parentesco.

Documentado com qualificação

Morfologia e classe de formação

Alcunha delexical com -inho; relação com Manso apresentada como direta

Morfologia e classe de formação: afirmação 1

Nunes inclui Mansinho entre as alcunhas derivadas por sufixação e escreve que é forma derivada de Manso, com o segmento -inho.

Qualificação: A relação morfológica é a leitura publicada; não revela a motivação concreta da alcunha nem uma família de origem.

Força declarada: análise morfológica explícita

  1. Antroponímia primitiva da Madeira (séculos XV e XVI) Localizador: PDF p. 12, secção 5.4, alínea d) Suporte: Nomeia Mansinho, Manso e o segmento -inho na mesma análise.

Documentado dentro do corpus

Ocorrência delimitada

Forma incluída no corpus histórico madeirense dos séculos XV e XVI, sem pessoa, ano ou contagem individual nesta síntese.

Ocorrência delimitada: afirmação 1

A publicação inclui Mansinho no conjunto de alcunhas recolhidas para a antroponímia primitiva da Madeira dos séculos XV e XVI.

Qualificação: A presença na síntese confirma apenas o corpus e o intervalo geral. Esta ficha não inventa uma data, pessoa, cota ou primeira ocorrência que a passagem não fornece.

Força declarada: presença direta num corpus histórico com delimitação geral

  1. Antroponímia primitiva da Madeira (séculos XV e XVI) Localizador: PDF p. 1, descrição das fontes do corpus Suporte: Delimita a documentação madeirense usada aos séculos XV e XVI.
  2. Antroponímia primitiva da Madeira (séculos XV e XVI) Localizador: PDF p. 12, secção 5.4, alínea d) Suporte: Inclui diretamente a forma Mansinho.

Excluído deste volume

Distribuição moderna

Este volume não publica frequência atual, percentagem nacional, ranking, concentração regional ou mapa. Uma contagem histórica local não é convertida em distribuição moderna.

Excluído deste volume

Heráldica

Nenhum brasão, timbre, direito a armas ou estatuto nobiliárquico é atribuído à forma. Referências heráldicas incidentais das fontes não são usadas como prova lexical ou familiar.

Excluído deste volume

Portadores atuais

Não se nomeiam, contam, localizam ou associam pessoas vivas. A ficha não procura descendentes modernos das ocorrências históricas.

Não inferido

Genealogia e parentesco

A repetição de uma forma não demonstra parentesco. Uma genealogia exige documentos que liguem pessoas concretas, geração a geração, com cronologia compatível.

Como interpretar a classificação de Mansinho

Mansinho é tratado como alcunha delexical derivada por -inho. A ficha conserva o grau de certeza da autora e não converte a transparência possível da base Manso na razão histórica pela qual alguém recebeu a forma.

A classificação publicada delimita uma possibilidade histórica ou uma função dentro do corpus. Não identifica automaticamente a intenção de quem primeiro usou a forma, uma data de criação, uma localidade exclusiva ou uma família fundadora.

O alcance exato da ocorrência

A síntese situa Mansinho no corpus madeirense dos séculos XV e XVI, mas não publica aqui uma linha individual, um ano ou uma frequência para a forma. O campo regista essa presença geral sem a tornar mais precisa do que a fonte permite.

A ocorrência confirma presença apenas na fonte, época e função antroponímica indicadas. Não estabelece antiguidade absoluta, sobrevivência contínua, distribuição atual ou ligação a outro portador da mesma grafia.

Seis campos que não se completam uns aos outros

O estudo cruza cinco conjuntos documentais históricos da Madeira e uma fonte indireta para nomes de pessoas escravizadas. A página citada sustenta a classe e a presença no corpus, não uma distribuição portuguesa.

Morfologia, ocorrência, distribuição, heráldica, portadores atuais e genealogia respondem a perguntas diferentes. Um campo sem fonte permanece excluído ou não inferido, em vez de receber uma conclusão emprestada de outra camada.

Como continuar a pesquisa sem perder a proveniência

Uma pesquisa por Mansinho deve começar nas cinco séries documentais identificadas pelo artigo e no repertório onomástico que lhe deu origem, anotando separadamente qualquer grafia aproximada.

O objetivo é chegar a documentos identificados que possam ser revistos por outra pessoa. A forma ajuda a encontrar candidatos; só o conteúdo dos registos pode confirmar identidade, residência, atividade ou parentesco.

Da entrada publicada ao documento

Caminho de pesquisa auditável

  1. Registar Mansinho exatamente como aparece em cada documento e guardar separadamente uma forma normalizada para pesquisa.
  2. Anotar instituição, fundo, série, cota, fólio ou página, data, lugar, tipo documental e papel da pessoa no ato.
  3. Pesquisar grafias próximas como consultas autónomas; só reuni-las quando um documento ou estudo onomástico justificar a equivalência.
  4. Partir da pessoa mais recente já documentada e ligar cada geração por filiação explícita, sem usar a semelhança do apelido como atalho.

O resultado esperado é uma sequência de documentos identificados. Uma grafia, uma profissão, um lugar possível ou uma menção heráldica não substitui essa sequência.

Fontes, localizadores e direitos

Manifesto das publicações usadas

“Acesso aberto” descreve a disponibilidade no repositório. Na ausência de uma licença de reutilização explícita, este volume não presume uma licença Creative Commons.

  1. Artigo académico em repositório institucional

    Antroponímia primitiva da Madeira (séculos XV e XVI)

    Naidea Nunes · Aprender Madeira — Dicionário Enciclopédico da Madeira

    Instituição responsável: Aprender Madeira; depósito no Repositório da Universidade de Lisboa

    Uso nesta coleção: Fonte direta para classes de alcunhas derivadas e para nomes de profissão contabilizados no corpus madeirense dos séculos XV e XVI.

    Limite da fonte: Corpus construído a partir de fontes notariais, eclesiásticas, alfandegárias e administrativas da Madeira. Não mede Portugal contemporâneo e não identifica uma primeira origem absoluta.

    Acesso: Acesso aberto no repositório institucional

    Licença e direitos: O registo não declara uma licença Creative Commons ou outra licença de reutilização. Este volume publica apenas paráfrases, contagens pontuais e localizadores. O acesso aberto ao ficheiro não é apresentado como transferência de direitos para o site.

    Fonte 1 · consultada em abrir o texto usado