Proveniência por campo
O que a publicação sustenta — e o que fica de fora
Cada afirmação preenchida tem localizador e qualificação próprios. Os campos excluídos continuam visíveis para impedir que uma ocorrência histórica pareça provar distribuição, armas, portadores modernos ou parentesco.
Documentado com qualificação
Morfologia e classe de formação
Designativo inventariado no Quadro B de reminiscências geográficas (1450–1550)
Morfologia e classe de formação: afirmação 1
Gregório inclui Matela no Quadro B, “Antroponímia da ilha Terceira — Reminiscências geográficas (1450–1550)”.
Qualificação: A inclusão mostra a leitura geográfica adotada no levantamento. Não determina uma única localidade, não prova a naturalidade da pessoa e não exclui que a forma já estivesse fixada como apelido.
Força declarada: classificação direta em quadro académico, com limites declarados
- Terra e fortuna nos primórdios da Ilha Terceira (1450–1550) Localizador: vol. II, Quadro B, p. 446 Suporte: Inclui Matela como elemento antroponímico no quadro geográfico.
- Terra e fortuna nos primórdios da Ilha Terceira (1450–1550) Localizador: vol. I, pp. 111–115, secção 5.3.1 Suporte: Explica que um designativo podia já estar fixado como apelido e deixar de indicar a origem imediata do indivíduo.
Documentado dentro do corpus
Ocorrência delimitada
1488, Diogo Matela, escudeiro da casa do duque donatário e almoxarife da Praia. Referência publicada: TPAC, doc. 6, p. 58.
Ocorrência delimitada: afirmação 1
O Quadro B regista 1488, Diogo Matela, escudeiro da casa do duque donatário e almoxarife da Praia.
Qualificação: A ocorrência é delimitada à ilha Terceira e à referência TPAC, doc. 6, p. 58. Não é uma primeira ocorrência portuguesa, um mapa de distribuição ou uma ligação a pessoas atuais.
Força declarada: ocorrência nominal, cronológica e documentalmente localizada em tese académica
- Terra e fortuna nos primórdios da Ilha Terceira (1450–1550) Localizador: vol. II, Quadro B, p. 446; TPAC, doc. 6, p. 58 Suporte: Publica a pessoa, a data e a referência associadas a Matela.
Excluído deste volume
Distribuição moderna
Este volume não publica frequência atual, percentagem nacional, ranking, concentração regional ou mapa. Uma contagem histórica local não é convertida em distribuição moderna.
Excluído deste volume
Heráldica
Nenhum brasão, timbre, direito a armas ou estatuto nobiliárquico é atribuído à forma. Referências heráldicas incidentais das fontes não são usadas como prova lexical ou familiar.
Excluído deste volume
Portadores atuais
Não se nomeiam, contam, localizam ou associam pessoas vivas. A ficha não procura descendentes modernos das ocorrências históricas.
Não inferido
Genealogia e parentesco
A repetição de uma forma não demonstra parentesco. Uma genealogia exige documentos que liguem pessoas concretas, geração a geração, com cronologia compatível.
Como interpretar a classificação de Matela
Matela aparece num inventário de reminiscências geográficas. A autora trata este tipo de designativo com cautela, porque no século XV ou XVI a forma podia indicar proveniência, conservar a origem de uma geração anterior ou já funcionar como apelido estabilizado.
A classificação publicada delimita uma possibilidade histórica ou uma função dentro do corpus. Não identifica automaticamente a intenção de quem primeiro usou a forma, uma data de criação, uma localidade exclusiva ou uma família fundadora.
O alcance exato da ocorrência
A entrada permite localizar Matela numa pessoa e num ato concretos: 1488, Diogo Matela, escudeiro da casa do duque donatário e almoxarife da Praia. A cota ou referência editorial publicada é TPAC, doc. 6, p. 58.
A ocorrência confirma presença apenas na fonte, época e função antroponímica indicadas. Não estabelece antiguidade absoluta, sobrevivência contínua, distribuição atual ou ligação a outro portador da mesma grafia.
Seis campos que não se completam uns aos outros
O Quadro B reúne 134 designativos com remissão geográfica e não é uma lista de famílias. A própria tese separa o registo documental das hipóteses sobre lugares, linhagens e migrações.
Morfologia, ocorrência, distribuição, heráldica, portadores atuais e genealogia respondem a perguntas diferentes. Um campo sem fonte permanece excluído ou não inferido, em vez de receber uma conclusão emprestada de outra camada.
Como continuar a pesquisa sem perder a proveniência
A investigação de Matela pode continuar a partir de TPAC, doc. 6, p. 58, confrontando o documento com outras grafias publicadas: Matela. Cada pessoa deve ser identificada antes de propor continuidade.
O objetivo é chegar a documentos identificados que possam ser revistos por outra pessoa. A forma ajuda a encontrar candidatos; só o conteúdo dos registos pode confirmar identidade, residência, atividade ou parentesco.
Da entrada publicada ao documento
Caminho de pesquisa auditável
- Registar Matela exatamente como aparece em cada documento e guardar separadamente uma forma normalizada para pesquisa.
- Anotar instituição, fundo, série, cota, fólio ou página, data, lugar, tipo documental e papel da pessoa no ato.
- Pesquisar grafias próximas como consultas autónomas; só reuni-las quando um documento ou estudo onomástico justificar a equivalência.
- Partir da pessoa mais recente já documentada e ligar cada geração por filiação explícita, sem usar a semelhança do apelido como atalho.
O resultado esperado é uma sequência de documentos identificados. Uma grafia, uma profissão, um lugar possível ou uma menção heráldica não substitui essa sequência.
Fontes, localizadores e direitos
Manifesto das publicações usadas
“Acesso aberto” descreve a disponibilidade no repositório. Na ausência de uma licença de reutilização explícita, este volume não presume uma licença Creative Commons.
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Tese de doutoramento em repositório institucional
Terra e fortuna nos primórdios da Ilha Terceira (1450–1550)
Rute Dias Gregório · Tese de doutoramento em História, especialidade de História Medieval, volume II
Instituição responsável: Universidade dos Açores
Uso nesta coleção: Fonte direta para nove entradas do Quadro B, “Antroponímia da ilha Terceira — Reminiscências geográficas (1450–1550)”, com pessoas, datas e cotas.
Limite da fonte: Levantamento histórico insular. A autora explicita que um designativo geográfico podia já estar fixado como apelido; a tabela não prova a naturalidade individual, uma única localidade ou parentesco.
Acesso: Acesso aberto no repositório institucional
Licença e direitos: O registo marca “openAccess”, sem declarar licença Creative Commons de reutilização. Este volume parafraseia linhas do Quadro B e conserva as referências arquivísticas publicadas. Não reutiliza imagens, mapas ou transcrições extensas.
Fonte 1 · consultada em abrir o texto usado