Derivação relacional

Carvalhosa e Carvalhoso: formas preservadas na série em -os-

Dossiê sobre Carvalhosa/o, a análise relacional em -os-, tema vegetal e limites de equivalência e origem toponímica.

Sufixo relacional -os- Forma da fonte: Carvalhosa/o Publicado em revisto em

Manifesto por afirmação

O que as fontes permitem afirmar

Cada caixa tem um plano, uma formulação limitada, uma qualificação e a localização exata da prova. Uma afirmação morfológica não é promovida a ocorrência histórica; uma ocorrência não é convertida em origem.

Formas e variantes

Notação preservada

A fonte apresenta a entrada como Carvalhosa/o; o corpus expande apenas as duas terminações visíveis para Carvalhosa e Carvalhoso.

Qualificação: A notação conjunta sustenta proximidade formal, não identidade de linhagem ou alternância dentro de uma família concreta.

Força declarada: notação explícita da fonte

  1. Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal pp. 186 e 190, secções 3 e 4.2 Usa a notação Carvalhosa/o nos grupos temático e morfológico.

Formação lexical ou onomástica

Formação relacional em -os-

Rio-Torto inclui Carvalhosa/o na série de apelidos com o sufixo relacional -os-.

Qualificação: A análise formal não determina se uma ocorrência concreta veio diretamente de uma característica lexical ou de um topónimo homólogo.

Força declarada: classificação morfológica direta

  1. Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal p. 190, secção 4.2, quadro 5 Inclui Carvalhosa/o na série em -os-.

Formação lexical ou onomástica

Área temática vegetal

O artigo coloca Carvalhosa/o na área temática da flora.

Qualificação: A autora ressalva que itens de flora podem também estar presentes na toponímia e requerem estudo específico.

Força declarada: classificação com reserva explícita

  1. Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal p. 186, secção 3, item IV e nota 8 Classifica Carvalhosa/o em flora e explicita a possível dimensão toponímica.

Grafia sem normalização silenciosa

Formas que a fonte relaciona

Estas formas são mostradas com o estatuto que a publicação permite. “Relacionada” não significa automaticamente “intermutável” nem “da mesma família”.

  • Carvalhosaforma expandida de Carvalhosa/o
  • Carvalhosoforma expandida de Carvalhosa/o

Três perguntas independentes

Formação, frequência e parentesco

Documentada por afirmação

Formação

Rio-Torto inclui Carvalhosa/o na série de apelidos com o sufixo relacional -os-.

A qualificação e a página correspondente estão no manifesto acima.

Fora do corpus

Frequência e distribuição

Este corpus não estima número de portadores, posição nacional nem distribuição geográfica. Uma contagem dentro de uma fonte histórica permanece uma contagem dessa amostra.

Não inferido

Parentesco familiar

Partilhar esta grafia não demonstra ascendência comum. Uma ligação familiar exige uma cadeia documental entre pessoas identificadas, geração a geração.

Enquadramento: Nuno Gonçalo Monteiro 2008 · Diogo Vivas 2010

Como ler a formação de Carvalhosa e Carvalhoso

A fonte associa a entrada ao sufixo -os- e ao campo vegetal. A nota metodológica impede uma conclusão demasiado estreita: um topónimo homólogo pode participar na história de algumas ocorrências.

A classificação morfológica descreve a estrutura ou a motivação lexical que a bibliografia consegue sustentar. Não identifica, por si só, uma primeira pessoa portadora, um lugar único de nascimento do apelido ou uma linhagem original.

O que a documentação histórica acrescenta

Não é fornecida uma primeira ocorrência datada nas passagens usadas. Carvalhosa/o é evidência de análise e notação académica, não uma data de nascimento do apelido.

Uma ocorrência datada prova que uma forma foi usada naquele documento ou no corpus estudado. Não converte a data do documento em “data de origem” e não prova continuidade até qualquer pessoa contemporânea.

Formas, variantes e pesquisa

A barra em Carvalhosa/o é preservada no campo “forma da fonte”. Carvalhosa e Carvalhoso são apresentados como expansão dessa notação, sem afirmar que alternaram no mesmo ramo.

Pesquise as duas formas separadamente, conserve a grafia de cada assento e compare lugares e filiações. Uma hipótese toponímica só ganha peso se a cronologia e a documentação local a sustentarem.

Do apelido à pessoa certa

Caminho de pesquisa verificável

  1. Pesquisar Carvalhosa e Carvalhoso como formas distintas.
  2. Guardar a forma Carvalhosa/o apenas como notação da fonte.
  3. Verificar filiação e hipótese toponímica separadamente.

O resultado deve ser uma sequência de referências consultáveis, não uma associação baseada apenas em som, grafia, brasão ou presença num mapa.

Aplicar o método genealógico passo a passo

Proveniência por afirmação

Fontes usadas neste dossiê

As licenças abaixo pertencem a cada fonte. Não são apresentadas como licença do código, do design ou dos restantes textos do Antroponimia.pt.

  1. Artigo com revisão académica

    Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal

    Graça Rio-Torto · Études romanes de Brno, 45 (2), pp. 179–197

    Uso: Classificação temática e análise de padrões derivacionais, patronímicos e de composição no português europeu.

    Âmbito: Estudo morfológico apoiado numa seleção de apelidos atestados no século XX e em bibliografia onomástica; não é um censo nacional de portadores.

    Licença da fonte: CC BY-SA 4.0

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    Fonte 1 · consultada em abrir texto
  2. Artigo com revisão académica

    Os nomes de família em Portugal: uma breve perspectiva histórica

    Nuno Gonçalo Monteiro · Etnográfica, 12 (1), pp. 45–58

    Uso: Enquadramento histórico da transmissão, seleção e ordem dos apelidos em Portugal.

    Âmbito: Perspetiva histórica e amostras sociais delimitadas; não autoriza deduzir parentesco entre pessoas apenas por partilharem um apelido.

    Licença da fonte: CC BY-NC 4.0

    Nota de direitos: A edição eletrónica indica CC BY-NC 4.0 para o texto. A licença é citada como condição da fonte e não se transfere para o código ou para outros conteúdos do site.

    Fonte 2 · consultada em abrir texto
  3. Capítulo académico em acesso aberto

    Nomear e ser nomeado na Idade Média: estudo de antroponímia alentejana medieval

    Diogo Vivas · André de Oliveira-Leitão · Actas do 2.º Encontro de História do Alentejo Litoral, pp. 97–110

    Uso: Sistema antroponímico e contagens limitadas à inquirição de 1375–1376 sobre Castro Verde, Almodôvar e Padrões.

    Âmbito: A amostra publicada reúne 228 nomes e 156 utilizações classificadas como patronímicos; só descreve aqueles concelhos e aquela fonte.

    Licença da fonte: CC BY-NC (versão não indicada no registo)

    Nota de direitos: O registo institucional assinala uma licença Creative Commons BY-NC sem indicar a versão. Este corpus usa paráfrases e valores pontuais, com atribuição; a licença da fonte não é apresentada como licença do site.

    Fonte 3 · consultada em abrir texto