Formas de identificar

Apelidos, patronímicos e alcunhas

Nem tudo o que acompanha um nome próprio nasceu da mesma maneira: um apelido pode remeter para um lugar, um patronímico para um ascendente e uma alcunha para uma designação atribuída.

Guia editorial de Antroponimia.pt · revisto em

Apelido é a categoria atual; a origem pode ser diferente

No nome civil contemporâneo, os apelidos estabelecem a ligação familiar. A sua história linguística, porém, pode ser toponímica, patronímica ou resultar de outros processos. O catálogo separa a função atual da explicação histórica para não tratar todas as formas como se tivessem a mesma origem. [1]

Os cinco apelidos editoriais atuais são uma amostra etimológica, não uma lista dos apelidos mais frequentes em Portugal. Não existem neste conjunto contagens nacionais nem distribuição por concelho.

O que é um apelido toponímico

Uma formação toponímica associa o apelido a um nome de lugar ou a uma palavra usada na designação de lugares. Costa, Ferreira, Oliveira e Pereira ilustram processos em que a paisagem, uma atividade ou uma árvore está presente na forma toponímica; Silva conserva uma relação documentada com o latim silva, “mata” ou “bosque”. Estas sínteses descrevem a história da palavra, não provam a origem geográfica de uma família concreta.

O que é um patronímico

Um patronímico forma-se sobre o nome de um ascendente. Fernandes, Gonçalves e Rodrigues são apresentados no catálogo como formas portuguesas construídas, respetivamente, sobre Fernando, Gonçalo e Rodrigo. A explicação etimológica “descendente ou filho de” não permite reconstruir uma genealogia individual sem documentos próprios. [1]

O que é uma alcunha

Uma alcunha é uma designação atribuída a uma pessoa além do nome. Pode destacar uma característica, um episódio ou uma interpretação transmitida pela tradição. O corpus atual contém apenas o exemplo histórico “O Conquistador”, epíteto tradicionalmente associado a D. Afonso Henriques. Um único exemplo não sustenta generalizações sobre a frequência ou a formação das alcunhas portuguesas.

Como os apelidos entram no nome completo

O IRN indica que os apelidos são normalmente escolhidos entre os apelidos dos pais, podendo provir de apenas um. Também podem ser usados apelidos de antepassados, com prova quando não constam dos nomes dos pais. A ordem não segue uma regra fixa e os elementos de ligação podem ser acrescentados ou eliminados; em regra, o máximo é de quatro apelidos. [2]

Estas regras administrativas não substituem a investigação histórica. Um apelido usado hoje pode ter várias linhas familiares independentes, e uma etimologia comum não demonstra parentesco entre portadores.

Exemplos atualmente documentados

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Fontes consultadas

  1. Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa — José Pedro Machado Livros Horizonte · cobertura: Etimologia de nomes próprios e apelidos portugueses · consultado em
  2. Composição do nome Instituto dos Registos e do Notariado · cobertura: Regras gerais de composição do nome em Portugal · consultado em