Proveniência por afirmação
O que as fontes sustentam — e o que permanece separado
Os campos preenchidos incluem afirmação, qualificação, grau de força e localizador. Os restantes permanecem visíveis como exclusões para que uma ocorrência não pareça provar distribuição, heráldica, portadores atuais ou parentesco.
Documentado com qualificação
Formação e classificação lexical
Classe geográfica publicada para o corpus; lugar concreto, início e transmissão não são deduzidos.
Formação e classificação lexical: afirmação 1
Nunes inclui (de) Olival entre os nomes de família de origem geográfica encontrados nos passaportes de Água de Pena e associa a preposição de à indicação de proveniência, observando que tende a ser omitida.
Qualificação: A publicação sustenta a classe no corpus estudado. Não identifica nesta passagem um único lugar fundador, a motivação do primeiro uso, uma data de criação ou uma família de origem; a presença ou ausência da preposição também não prova parentesco.
Força declarada: classificação antroponímica direta e delimitada ao corpus
- A Emigração de Água de Pena e a sua Antroponímia nos Livros de Passaportes do Governo Civil do Funchal de 1955 a 1970 Localizador: p. 271, secção “A Antroponímia dos Emigrantes de Água de Pena (1955–1970)”, parágrafo sobre nomes patronímicos, geográficos e delexicais Suporte: Enumera diretamente (de) Olival no grupo de origem geográfica e explica o valor e a possível omissão da preposição.
Documentado dentro do corpus
Ocorrência delimitada
Ocorrências em dois recortes madeirenses independentes, mantidas separadas por fonte, lugar, população e período.
Ocorrência delimitada: afirmação 1
O estudo dos passaportes transcreve de Freitas Olival entre as combinações antroponímicas encontradas no corpus de Água de Pena de 1955–1970.
Qualificação: A forma confirma presença apenas neste recorte documental e na composição citada. Não é uma primeira ocorrência, uma contagem de famílias, uma série genealógica, uma frequência nacional ou prova de que formas semelhantes tenham a mesma história.
Força declarada: ocorrência diretamente publicada em corpus arquivístico delimitado
- A Emigração de Água de Pena e a sua Antroponímia nos Livros de Passaportes do Governo Civil do Funchal de 1955 a 1970 Localizador: p. 276, lista de combinações de nomes de família Suporte: Inclui diretamente de Freitas Olival.
- A Emigração de Água de Pena e a sua Antroponímia nos Livros de Passaportes do Governo Civil do Funchal de 1955 a 1970 Localizador: pp. 267–268, Tabela n.º 1 (total 577) e nota 6; Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira, Governo Civil do Funchal, livros 1142–1185 Suporte: Delimita o levantamento a 577 passaportes de residentes de Água de Pena entre 1955 e 1970 e publica a referência arquivística agregada.
Ocorrência delimitada: afirmação 2
Na tabela feminina de Santa Cruz para o século XVI, Chaves inclui de Olival na lista de formas únicas.
Qualificação: “Única” é a categoria da tabela para aquela combinação de paróquia, sexo e século; não significa raridade em Portugal, primeira ocorrência histórica ou existência de um único ramo familiar.
Força declarada: presença publicada numa lista histórica local de formas únicas
- Anthroponymy of marriers from parishes of Madeira (16th to 20th century), Portuguese to English translation of four photographic catalogues on the history of clothing in the island, support to the organization of a scientific meeting, linguistic revision and editing of DRABM’s scientific journal AHM, Nova Série Localizador: p. 25, secção 5.1.2, Santa Cruz, mulheres, século XVI, “Unique Surnames and Last Names (33)” Suporte: Publica diretamente a forma de Olival no recorte indicado.
- Anthroponymy of marriers from parishes of Madeira (16th to 20th century), Portuguese to English translation of four photographic catalogues on the history of clothing in the island, support to the organization of a scientific meeting, linguistic revision and editing of DRABM’s scientific journal AHM, Nova Série Localizador: pp. 8–10, secção 4 “Work Methodology” e abertura da secção 5 Suporte: Explica a origem paroquial dos dados, a organização por paróquia, sexo e século, a disparidade entre períodos, a normalização, os ilegíveis e a remoção de duplicados.
Excluído deste volume
Distribuição moderna
Não se publica frequência atual, ranking nacional, percentagem, concentração regional ou mapa. Contagens históricas locais permanecem dentro da respetiva tabela.
Excluído deste volume
Heráldica
Nenhum brasão, timbre, nobreza ou direito a armas é atribuído a esta grafia. Formação lexical e heráldica exigem fontes e perguntas diferentes.
Excluído deste volume
Portadores atuais
Não se nomeiam, contam, localizam ou associam pessoas vivas. As fichas não tentam identificar descendentes dos sujeitos documentados.
Não inferido
Genealogia e parentesco
Partilhar uma forma não demonstra parentesco. Uma ligação familiar requer documentos que identifiquem pessoas concretas e unam cada geração numa cronologia compatível.
Como ler a classificação de Olival
Olival entra neste volume porque Nunes o coloca numa classe geográfica dentro de um corpus concreto. A classificação abre uma pista para estudar proveniência e topónimos; não escolhe por si só uma localidade exclusiva nem determina quando a forma passou a ser transmitida.
O elemento lexical e o uso como nome de família são camadas diferentes. Uma palavra pode ser transparente hoje sem revelar o motivo histórico de uma nomeação; inversamente, uma classificação provável não identifica os indivíduos ou famílias que a transmitiram.
- A Emigração de Água de Pena e a sua Antroponímia nos Livros de Passaportes do Governo Civil do Funchal de 1955 a 1970: pp. 270–272, terminologia PatRom e classificação dos segundos, terceiros e quartos nomes — Distingue posições na cadeia antroponímica, nomes geográficos e nomes delexicais e explicita que a motivação concreta das alcunhas nem sempre é recuperável.
Dois recortes que confirmam ocorrência, não continuidade
A forma (de) Olival / de Olival / Olival aparece no artigo sobre passaportes e também numa tabela de nubentes. A convergência confirma que os dois trabalhos a registam, mas os intervalos, lugares, populações e operações editoriais são diferentes; não se pode preencher o espaço entre ambos com uma linha de transmissão presumida.
Cada recorte mantém a sua unidade: composição nominal publicada, tabela local ou contagem delimitada. Juntar números de corpora diferentes apagaria essas unidades e produziria uma frequência sem significado controlado.
- A Emigração de Água de Pena e a sua Antroponímia nos Livros de Passaportes do Governo Civil do Funchal de 1955 a 1970: p. 276, lista de combinações de nomes de família — Documenta de Freitas Olival no corpus de passaportes.
- Anthroponymy of marriers from parishes of Madeira (16th to 20th century), Portuguese to English translation of four photographic catalogues on the history of clothing in the island, support to the organization of a scientific meeting, linguistic revision and editing of DRABM’s scientific journal AHM, Nova Série: p. 25, secção 5.1.2, Santa Cruz, mulheres, século XVI, “Unique Surnames and Last Names (33)” — Documenta de Olival na tabela paroquial indicada.
O que a normalização e as tabelas deixam por resolver
A grafia de consulta Olival não deve ocultar as formas efetivamente publicadas: (de) Olival, de Olival, Olival. Chaves trabalha sobre dados previamente compilados e normalizados para pesquisa; a própria metodologia assinala escolhas ortográficas, entradas ilegíveis e duplicados removidos.
Por isso, uma busca futura deve conservar a grafia diplomática do documento e, separadamente, a forma normalizada usada para indexação. Só uma referência identificada permite rever a leitura; sem ela, aproximar grafias permanece uma hipótese de pesquisa.
- Anthroponymy of marriers from parishes of Madeira (16th to 20th century), Portuguese to English translation of four photographic catalogues on the history of clothing in the island, support to the organization of a scientific meeting, linguistic revision and editing of DRABM’s scientific journal AHM, Nova Série: pp. 8–10, secção 4 “Work Methodology” — Descreve compilação e normalização, desigualdade entre séculos, ilegíveis, duplicados removidos e opções de agrupamento ou separação de formas.
Como avançar da forma para documentos verificáveis
Para investigar Olival, a ocorrência publicada serve como índice, não como árvore. O próximo passo é recuperar o registo subjacente, anotar instituição, fundo, série, livro, data, lugar e posição da forma no nome completo e só depois comparar atos da mesma pessoa.
Uma hipótese genealógica começa na pessoa mais recente já comprovada e recua por filiações explícitas. Distribuição moderna exige uma base contemporânea adequada; heráldica exige um armorial e uma atribuição individual verificável. Nenhum desses resultados é importado para esta ficha a partir da semelhança nominal.
- A Emigração de Água de Pena e a sua Antroponímia nos Livros de Passaportes do Governo Civil do Funchal de 1955 a 1970: pp. 267–268, nota 6 e Tabela n.º 1; livros 1142–1185 do Governo Civil do Funchal — Fornece o fundo, a série agregada, o intervalo e os livros usados no recorte de passaportes.
- Anthroponymy of marriers from parishes of Madeira (16th to 20th century), Portuguese to English translation of four photographic catalogues on the history of clothing in the island, support to the organization of a scientific meeting, linguistic revision and editing of DRABM’s scientific journal AHM, Nova Série: pp. 8–9, secção 4 “Work Methodology” — Identifica a pesquisa de casamentos do Arquivo Regional da Madeira e a pesquisa avançada usada para esclarecer casos.
Da forma publicada ao documento
Caminho de pesquisa auditável
- Registar (de) Olival / de Olival / Olival exatamente como cada documento apresenta e guardar uma coluna normalizada apenas para pesquisa.
- Anotar instituição, fundo, série, livro, fólio ou imagem, data, lugar, tipo documental e papel de cada pessoa no ato.
- Pesquisar variantes como consultas separadas e documentar a regra usada para aproximá-las; sem fonte, mantê-las distintas.
- Ligar pessoas geração a geração por filiação explícita e cronologia compatível, sem usar a coincidência do apelido como substituto.
- Tratar frequência moderna, heráldica e portadores atuais como projetos independentes que exigem bases próprias e autorização adequada.
O resultado procurado é uma sequência de atos identificados e revistos. Uma grafia semelhante ajuda a formular consultas; nunca substitui a identificação das pessoas nem a prova documental de uma relação.
Fontes, localizadores e direitos
Manifesto das publicações usadas nesta ficha
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Artigo académico institucional
A Emigração de Água de Pena e a sua Antroponímia nos Livros de Passaportes do Governo Civil do Funchal de 1955 a 1970
Naidea Nunes Nunes · Arquivo Histórico da Madeira, Nova Série, n.º 1, pp. 263–289
Instituição responsável: Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira
Uso nesta coleção: Fonte direta para as classes antroponímicas e para ocorrências em composições nominais do corpus de passaportes.
Limite da fonte: 577 registos de passaportes concedidos a residentes de Água de Pena entre 1955 e 1970, nos livros 1142–1185 do Governo Civil do Funchal. O recorte não mede Portugal contemporâneo nem identifica uma origem absoluta.
Acesso: Acesso aberto no repositório institucional DigitUma e na revista do Arquivo Histórico da Madeira.
Licença da fonte: CC BY-NC 4.0, aplicável a artigo identificado pela página editorial da revista Arquivo Histórico da Madeira. A licença pertence ao artigo. Não é apresentada como licença do código, do design, do catálogo ou da segunda publicação usada neste volume.
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Relatório de mestrado em repositório institucional
Anthroponymy of marriers from parishes of Madeira (16th to 20th century), Portuguese to English translation of four photographic catalogues on the history of clothing in the island, support to the organization of a scientific meeting, linguistic revision and editing of DRABM’s scientific journal AHM, Nova Série
Carolina Beatriz Rodrigues Chaves · Relatório de estágio de mestrado em Linguística: Sociedades e Culturas
Instituição responsável: Universidade da Madeira; depósito no Repositório DigitUma
Uso nesta coleção: Fonte direta para ocorrências delimitadas nas tabelas de formas masculinas e femininas de quatro paróquias madeirenses entre os séculos XVI e XX.
Limite da fonte: Dados de registos paroquiais de casamento compilados e normalizados pela DRABM. A autora adverte para a disparidade numérica entre séculos, formas ilegíveis, remoção de duplicados e opções de normalização; as tabelas não são um censo nacional.
Acesso: O registo institucional assinala o documento como openAccess.
Direitos declarados: O registo consultado não declara uma licença Creative Commons ou outra licença pública de reutilização. Este volume usa paráfrases, valores pontuais e localizadores. A disponibilidade do PDF não é tratada como transferência de direitos nem como licença do site.
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