Detoponímico composto

Castelo Branco: composição nome + adjetivo e proveniência toponímica

Dossiê sobre a grafia composta Castelo Branco, o padrão nome + adjetivo e a classificação detoponímica documentada.

Composição N + A Forma da fonte: Castelo Branco Publicado em revisto em

Manifesto por afirmação

O que as fontes permitem afirmar

Cada caixa tem um plano, uma formulação limitada, uma qualificação e a localização exata da prova. Uma afirmação morfológica não é promovida a ocorrência histórica; uma ocorrência não é convertida em origem.

Formação lexical ou onomástica

Composição nome + adjetivo

Rio-Torto apresenta Castelo Branco no esquema composicional N + A.

Qualificação: A grafia composta é preservada; o dossiê não introduz hífen nem funde os dois elementos.

Força declarada: classificação direta da fonte

  1. Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal p. 192, secção 4.5, quadro 7 Inclui Castelo Branco nos compostos N + A.

Formação lexical ou onomástica

Classificação detoponímica

O mesmo estudo inclui Castelo Branco entre apelidos de proveniência toponímica.

Qualificação: A classificação não demonstra que todos os ramos remontem a uma única deslocação ou família proveniente do lugar.

Força declarada: classificação temática direta

  1. Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal p. 186, secção 3, item VI Lista Castelo Branco na proveniência toponímica.

Três perguntas independentes

Formação, frequência e parentesco

Documentada por afirmação

Formação

Rio-Torto apresenta Castelo Branco no esquema composicional N + A.

A qualificação e a página correspondente estão no manifesto acima.

Fora do corpus

Frequência e distribuição

Este corpus não estima número de portadores, posição nacional nem distribuição geográfica. Uma contagem dentro de uma fonte histórica permanece uma contagem dessa amostra.

Não inferido

Parentesco familiar

Partilhar esta grafia não demonstra ascendência comum. Uma ligação familiar exige uma cadeia documental entre pessoas identificadas, geração a geração.

Enquadramento: Nuno Gonçalo Monteiro 2008 · Diogo Vivas 2010

Como ler a formação de Castelo Branco

A publicação sustenta duas afirmações complementares: a forma é um composto de nome e adjetivo e pertence ao grupo detoponímico. Essas afirmações descrevem o tipo onomástico, não uma genealogia única.

A classificação morfológica descreve a estrutura ou a motivação lexical que a bibliografia consegue sustentar. Não identifica, por si só, uma primeira pessoa portadora, um lugar único de nascimento do apelido ou uma linhagem original.

O que a documentação histórica acrescenta

As passagens selecionadas não datam uma primeira ocorrência. O dossiê não converte a antiguidade do topónimo, da localidade ou de uma família conhecida em data de origem do apelido.

Uma ocorrência datada prova que uma forma foi usada naquele documento ou no corpus estudado. Não converte a data do documento em “data de origem” e não prova continuidade até qualquer pessoa contemporânea.

Formas, variantes e pesquisa

A fonte escreve Castelo Branco com espaço. O corpus conserva essa forma e não trata Castelo-Branco ou Castelobranco como equivalentes sem abonação específica.

Num ramo concreto, procure o primeiro ato em que surge Castelo Branco, verifique preposições e residência e teste se o uso é locativo, apelido transmitido ou combinação ocasional.

Do apelido à pessoa certa

Caminho de pesquisa verificável

  1. Preservar os dois elementos e a pontuação do assento.
  2. Separar topónimo, naturalidade e apelido.
  3. Exigir filiação explícita para unir ramos.

O resultado deve ser uma sequência de referências consultáveis, não uma associação baseada apenas em som, grafia, brasão ou presença num mapa.

Aplicar o método genealógico passo a passo

Proveniência por afirmação

Fontes usadas neste dossiê

As licenças abaixo pertencem a cada fonte. Não são apresentadas como licença do código, do design ou dos restantes textos do Antroponimia.pt.

  1. Artigo com revisão académica

    Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal

    Graça Rio-Torto · Études romanes de Brno, 45 (2), pp. 179–197

    Uso: Classificação temática e análise de padrões derivacionais, patronímicos e de composição no português europeu.

    Âmbito: Estudo morfológico apoiado numa seleção de apelidos atestados no século XX e em bibliografia onomástica; não é um censo nacional de portadores.

    Licença da fonte: CC BY-SA 4.0

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    Fonte 1 · consultada em abrir texto
  2. Artigo com revisão académica

    Os nomes de família em Portugal: uma breve perspectiva histórica

    Nuno Gonçalo Monteiro · Etnográfica, 12 (1), pp. 45–58

    Uso: Enquadramento histórico da transmissão, seleção e ordem dos apelidos em Portugal.

    Âmbito: Perspetiva histórica e amostras sociais delimitadas; não autoriza deduzir parentesco entre pessoas apenas por partilharem um apelido.

    Licença da fonte: CC BY-NC 4.0

    Nota de direitos: A edição eletrónica indica CC BY-NC 4.0 para o texto. A licença é citada como condição da fonte e não se transfere para o código ou para outros conteúdos do site.

    Fonte 2 · consultada em abrir texto
  3. Capítulo académico em acesso aberto

    Nomear e ser nomeado na Idade Média: estudo de antroponímia alentejana medieval

    Diogo Vivas · André de Oliveira-Leitão · Actas do 2.º Encontro de História do Alentejo Litoral, pp. 97–110

    Uso: Sistema antroponímico e contagens limitadas à inquirição de 1375–1376 sobre Castro Verde, Almodôvar e Padrões.

    Âmbito: A amostra publicada reúne 228 nomes e 156 utilizações classificadas como patronímicos; só descreve aqueles concelhos e aquela fonte.

    Licença da fonte: CC BY-NC (versão não indicada no registo)

    Nota de direitos: O registo institucional assinala uma licença Creative Commons BY-NC sem indicar a versão. Este corpus usa paráfrases e valores pontuais, com atribuição; a licença da fonte não é apresentada como licença do site.

    Fonte 3 · consultada em abrir texto