Manifesto por afirmação
O que as fontes permitem afirmar
Cada caixa tem um plano, uma formulação limitada, uma qualificação e a localização exata da prova. Uma afirmação morfológica não é promovida a ocorrência histórica; uma ocorrência não é convertida em origem.
Formação lexical ou onomástica
Detoponímico composto
Rio-Torto usa Vilanova como exemplo de apelido detoponímico composto.
Qualificação: A forma é mantida como Vilanova, sem a alterar para Vila Nova; a classificação não estabelece uma localidade ou linhagem única.
Força declarada: exemplo direto da fonte
- Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal p. 185, secção 3 Explica que detoponímicos podem ser compostos e dá Vilanova como exemplo.
Formação lexical ou onomástica
Padrão com Vila
Na discussão da composição, o artigo coloca formas com Vila entre os apelidos de origem detoponímica.
Qualificação: O padrão ajuda a classificar a construção, mas não substitui a investigação histórica da ocorrência concreta.
Força declarada: generalização morfológica da fonte
- Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal pp. 192–193, secção 4.5 Discute os compostos detoponímicos construídos com Vila.
Três perguntas independentes
Formação, frequência e parentesco
Documentada por afirmação
Formação
Rio-Torto usa Vilanova como exemplo de apelido detoponímico composto.
A qualificação e a página correspondente estão no manifesto acima.
Fora do corpus
Frequência e distribuição
Este corpus não estima número de portadores, posição nacional nem distribuição geográfica. Uma contagem dentro de uma fonte histórica permanece uma contagem dessa amostra.
Não inferido
Parentesco familiar
Partilhar esta grafia não demonstra ascendência comum. Uma ligação familiar exige uma cadeia documental entre pessoas identificadas, geração a geração.
Enquadramento: Nuno Gonçalo Monteiro 2008 · Diogo Vivas 2010
Como ler a formação de Vilanova
Vilanova é preservado numa só palavra porque é assim que a fonte o usa ao exemplificar detoponímicos compostos. O corpus não moderniza nem segmenta a forma sem uma fonte que o faça.
A classificação morfológica descreve a estrutura ou a motivação lexical que a bibliografia consegue sustentar. Não identifica, por si só, uma primeira pessoa portadora, um lugar único de nascimento do apelido ou uma linhagem original.
O que a documentação histórica acrescenta
O estudo estabelece a classe formal, mas as passagens citadas não fornecem uma primeira pessoa ou ano. Não se atribui, por isso, uma data de origem nem uma migração específica.
Uma ocorrência datada prova que uma forma foi usada naquele documento ou no corpus estudado. Não converte a data do documento em “data de origem” e não prova continuidade até qualquer pessoa contemporânea.
Formas, variantes e pesquisa
Vila Nova pode surgir como topónimo ou grafia noutros documentos, mas não é declarado variante deste apelido nas passagens auditadas. Deve ser pesquisado separadamente e comparado no contexto.
Para um ramo, registe exatamente Vilanova, a presença de preposição e a residência. Só depois compare topónimos homólogos e documentos de filiação.
Do apelido à pessoa certa
Caminho de pesquisa verificável
- Pesquisar Vilanova sem substituir a grafia.
- Anotar usos com e sem preposição.
- Testar hipóteses geográficas contra documentos, não contra semelhança.
O resultado deve ser uma sequência de referências consultáveis, não uma associação baseada apenas em som, grafia, brasão ou presença num mapa.
Proveniência por afirmação
Fontes usadas neste dossiê
As licenças abaixo pertencem a cada fonte. Não são apresentadas como licença do código, do design ou dos restantes textos do Antroponimia.pt.
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Artigo com revisão académica
Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal
Graça Rio-Torto · Études romanes de Brno, 45 (2), pp. 179–197
Uso: Classificação temática e análise de padrões derivacionais, patronímicos e de composição no português europeu.
Âmbito: Estudo morfológico apoiado numa seleção de apelidos atestados no século XX e em bibliografia onomástica; não é um censo nacional de portadores.
Licença da fonte: CC BY-SA 4.0
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Fonte 1 · consultada em abrir texto -
Artigo com revisão académica
Os nomes de família em Portugal: uma breve perspectiva histórica
Nuno Gonçalo Monteiro · Etnográfica, 12 (1), pp. 45–58
Uso: Enquadramento histórico da transmissão, seleção e ordem dos apelidos em Portugal.
Âmbito: Perspetiva histórica e amostras sociais delimitadas; não autoriza deduzir parentesco entre pessoas apenas por partilharem um apelido.
Licença da fonte: CC BY-NC 4.0
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Fonte 2 · consultada em abrir texto -
Capítulo académico em acesso aberto
Nomear e ser nomeado na Idade Média: estudo de antroponímia alentejana medieval
Diogo Vivas · André de Oliveira-Leitão · Actas do 2.º Encontro de História do Alentejo Litoral, pp. 97–110
Uso: Sistema antroponímico e contagens limitadas à inquirição de 1375–1376 sobre Castro Verde, Almodôvar e Padrões.
Âmbito: A amostra publicada reúne 228 nomes e 156 utilizações classificadas como patronímicos; só descreve aqueles concelhos e aquela fonte.
Licença da fonte: CC BY-NC (versão não indicada no registo)
Nota de direitos: O registo institucional assinala uma licença Creative Commons BY-NC sem indicar a versão. Este corpus usa paráfrases e valores pontuais, com atribuição; a licença da fonte não é apresentada como licença do site.
Fonte 3 · consultada em abrir texto