01
O título é ponto de acesso
Processo de Grácia Rodrigues, Processo de Justa da Costa e Processo de Maria Das Neves são títulos pesquisáveis no Digitarq. Eles permitem localizar unidades e distinguir pessoas com apoio de naturalidade, filiação ou cônjuge.
O título não mostra quantas formas aparecem nas denúncias, interrogatórios, termos ou sentenças. A unidade pode conter variação que o ponto de acesso reduz a uma forma principal.
02
Não corrigir silenciosamente
A capitalização “Das” em Maria Das Neves é preservada porque assim surge no título formal publicado. A mesma descrição contém uma incongruência gramatical no campo de estado civil, que deve ser assinalada e não harmonizada sem consultar os autos.
Preservar não significa declarar que a grafia veio da mão da pessoa ou do documento original. Significa permitir que outro investigador reproduza a consulta ao catálogo.
03
Datas do processo não são datas vitais
Os processos inquisitoriais têm intervalos de produção entre 1597 e 1629. Essas datas situam tramitação documental; não devem ser usadas como nascimento, casamento ou morte.
A justificação referida num livro de 1878 menciona nascimento em 1849. O intervalo do livro e a data biográfica pertencem a campos distintos, mostrando novamente por que uma única coluna “data” destrói informação.
04
Do índice às peças
A pesquisa seguinte deve registar código de referência, nível de descrição, cota e acesso às imagens, transcrever ocorrências com fólio e separar mãos. Só então é possível estudar variantes internas.
Esta página termina antes dessa etapa. O seu corpus é um conjunto de descrições oficiais e o objeto é a prática de nomear unidades, não a vida das pessoas que lhes dão título.