Manifesto por afirmação
O que as fontes permitem afirmar
Cada caixa tem um plano, uma formulação limitada, uma qualificação e a localização exata da prova. Uma afirmação morfológica não é promovida a ocorrência histórica; uma ocorrência não é convertida em origem.
Formação lexical ou onomástica
Formação em -ud-
Rio-Torto apresenta Cabeçudo entre os apelidos formados com o sufixo relacional -ud-.
Qualificação: A análise morfológica não equivale a uma descrição física de todos os portadores nem determina uma única génese familiar.
Força declarada: classificação direta da fonte
- Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal p. 190, secção 4.2, quadro 5 Apresenta Cabeçudo como exemplo em -ud-.
Ocorrência histórica delimitada
Série de ocorrências publicada
O artigo enumera ocorrências entre 1580 e 1856, começando por António Martins Cabeçudo (1580) e incluindo Manuel Dias Cabeçudo (1630 e 1640).
Qualificação: São abonações reproduzidas num estudo académico; a série não estabelece uma data de origem, este dossiê não reviu cada imagem original e não liga os indivíduos entre si.
Força declarada: abonações mediadas pela fonte académica
- Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal p. 190, secção 4.2, após o quadro 5 Enumera portadores e anos de 1580 a 1856.
Três perguntas independentes
Formação, frequência e parentesco
Documentada por afirmação
Formação
Rio-Torto apresenta Cabeçudo entre os apelidos formados com o sufixo relacional -ud-.
A qualificação e a página correspondente estão no manifesto acima.
Fora do corpus
Frequência e distribuição
Este corpus não estima número de portadores, posição nacional nem distribuição geográfica. Uma contagem dentro de uma fonte histórica permanece uma contagem dessa amostra.
Não inferido
Parentesco familiar
Partilhar esta grafia não demonstra ascendência comum. Uma ligação familiar exige uma cadeia documental entre pessoas identificadas, geração a geração.
Enquadramento: Nuno Gonçalo Monteiro 2008 · Diogo Vivas 2010
Como ler a formação de Cabeçudo
A evidência forte é morfológica: a publicação coloca Cabeçudo no conjunto em -ud-. A forma lexical pode ter funcionado como caracterização, mas o artigo não autoriza atribuir uma qualidade física concreta a cada ocorrência.
A classificação morfológica descreve a estrutura ou a motivação lexical que a bibliografia consegue sustentar. Não identifica, por si só, uma primeira pessoa portadora, um lugar único de nascimento do apelido ou uma linhagem original.
O que a documentação histórica acrescenta
A lista académica atravessa vários séculos e localidades não sintetizadas nesta ficha. Demonstra repetição documental da forma, não uma cadeia de descendência entre António, Manuel ou qualquer outro portador mencionado.
Uma ocorrência datada prova que uma forma foi usada naquele documento ou no corpus estudado. Não converte a data do documento em “data de origem” e não prova continuidade até qualquer pessoa contemporânea.
Formas, variantes e pesquisa
Não é apresentada uma variante como equivalente a Cabeçudo nas passagens usadas. Diferenças de acentuação, abreviatura ou leitura devem ser copiadas do documento e anotadas à parte.
Para aprofundar uma ocorrência, localize o assento subjacente referido pela base usada no artigo, confirme a imagem e só depois procure filiação, residência e testemunhas em atos próximos.
Do apelido à pessoa certa
Caminho de pesquisa verificável
- Recuperar a referência do assento por nome e ano.
- Confirmar a grafia na imagem original.
- Construir ligações apenas com filiação e contexto local coincidentes.
O resultado deve ser uma sequência de referências consultáveis, não uma associação baseada apenas em som, grafia, brasão ou presença num mapa.
Proveniência por afirmação
Fontes usadas neste dossiê
As licenças abaixo pertencem a cada fonte. Não são apresentadas como licença do código, do design ou dos restantes textos do Antroponimia.pt.
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Artigo com revisão académica
Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal
Graça Rio-Torto · Études romanes de Brno, 45 (2), pp. 179–197
Uso: Classificação temática e análise de padrões derivacionais, patronímicos e de composição no português europeu.
Âmbito: Estudo morfológico apoiado numa seleção de apelidos atestados no século XX e em bibliografia onomástica; não é um censo nacional de portadores.
Licença da fonte: CC BY-SA 4.0
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Fonte 1 · consultada em abrir texto -
Artigo com revisão académica
Os nomes de família em Portugal: uma breve perspectiva histórica
Nuno Gonçalo Monteiro · Etnográfica, 12 (1), pp. 45–58
Uso: Enquadramento histórico da transmissão, seleção e ordem dos apelidos em Portugal.
Âmbito: Perspetiva histórica e amostras sociais delimitadas; não autoriza deduzir parentesco entre pessoas apenas por partilharem um apelido.
Licença da fonte: CC BY-NC 4.0
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Fonte 2 · consultada em abrir texto -
Capítulo académico em acesso aberto
Nomear e ser nomeado na Idade Média: estudo de antroponímia alentejana medieval
Diogo Vivas · André de Oliveira-Leitão · Actas do 2.º Encontro de História do Alentejo Litoral, pp. 97–110
Uso: Sistema antroponímico e contagens limitadas à inquirição de 1375–1376 sobre Castro Verde, Almodôvar e Padrões.
Âmbito: A amostra publicada reúne 228 nomes e 156 utilizações classificadas como patronímicos; só descreve aqueles concelhos e aquela fonte.
Licença da fonte: CC BY-NC (versão não indicada no registo)
Nota de direitos: O registo institucional assinala uma licença Creative Commons BY-NC sem indicar a versão. Este corpus usa paráfrases e valores pontuais, com atribuição; a licença da fonte não é apresentada como licença do site.
Fonte 3 · consultada em abrir texto