Manifesto por afirmação
O que as fontes permitem afirmar
Cada caixa tem um plano, uma formulação limitada, uma qualificação e a localização exata da prova. Uma afirmação morfológica não é promovida a ocorrência histórica; uma ocorrência não é convertida em origem.
Formação lexical ou onomástica
Formação em -ad-
Rio-Torto inclui Penteado entre os apelidos deverbais em -ad-.
Qualificação: A estrutura morfológica não identifica uma pessoa fundadora nem prova transmissão numa família específica.
Força declarada: classificação direta da fonte
- Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal p. 191, secção 4.3, quadro 6 Lista Penteado entre as formações deverbais em -ad-.
Formação lexical ou onomástica
Motivação proposta com reserva
O artigo inclui Penteado entre exemplos de prováveis antigas alcunhas ligadas a propriedades ou características.
Qualificação: “Provável” é mantido: a fonte não transforma a hipótese temática numa origem individual demonstrada.
Força declarada: hipótese qualificada pela fonte
- Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal p. 186, secção 3, item IX e comentário Apresenta Penteado entre prováveis antigos apelidos ou alcunhas.
Três perguntas independentes
Formação, frequência e parentesco
Documentada por afirmação
Formação
Rio-Torto inclui Penteado entre os apelidos deverbais em -ad-.
A qualificação e a página correspondente estão no manifesto acima.
Fora do corpus
Frequência e distribuição
Este corpus não estima número de portadores, posição nacional nem distribuição geográfica. Uma contagem dentro de uma fonte histórica permanece uma contagem dessa amostra.
Não inferido
Parentesco familiar
Partilhar esta grafia não demonstra ascendência comum. Uma ligação familiar exige uma cadeia documental entre pessoas identificadas, geração a geração.
Enquadramento: Nuno Gonçalo Monteiro 2008 · Diogo Vivas 2010
Como ler a formação de Penteado
A formação em -ad- é a afirmação mais firme. A leitura como antiga alcunha é apresentada pela publicação como provável, pelo que permanece uma hipótese temática e não uma biografia inventada do primeiro portador.
A classificação morfológica descreve a estrutura ou a motivação lexical que a bibliografia consegue sustentar. Não identifica, por si só, uma primeira pessoa portadora, um lugar único de nascimento do apelido ou uma linhagem original.
O que a documentação histórica acrescenta
As passagens usadas não fornecem uma ocorrência individual datada. O corpus prefere deixar essa camada sem exemplo a preencher a lacuna com um portador não auditado.
Uma ocorrência datada prova que uma forma foi usada naquele documento ou no corpus estudado. Não converte a data do documento em “data de origem” e não prova continuidade até qualquer pessoa contemporânea.
Formas, variantes e pesquisa
Não há variantes expressamente relacionadas nas fontes usadas. Uma grafia parecida deve ser pesquisada como pista separada, preservando a leitura original do assento.
Para avançar, procure a ocorrência mais antiga do ramo em fontes paroquiais ou notariais e observe se Penteado funciona como alcunha, profissão, apelido repetido ou elemento oscilante.
Do apelido à pessoa certa
Caminho de pesquisa verificável
- Identificar o primeiro uso no ramo, não “o primeiro uso português”.
- Anotar a função do elemento no nome completo.
- Confirmar repetição em atos de familiares documentados.
O resultado deve ser uma sequência de referências consultáveis, não uma associação baseada apenas em som, grafia, brasão ou presença num mapa.
Proveniência por afirmação
Fontes usadas neste dossiê
As licenças abaixo pertencem a cada fonte. Não são apresentadas como licença do código, do design ou dos restantes textos do Antroponimia.pt.
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Artigo com revisão académica
Padrões de construção morfológica dos sobrenomes em Portugal
Graça Rio-Torto · Études romanes de Brno, 45 (2), pp. 179–197
Uso: Classificação temática e análise de padrões derivacionais, patronímicos e de composição no português europeu.
Âmbito: Estudo morfológico apoiado numa seleção de apelidos atestados no século XX e em bibliografia onomástica; não é um censo nacional de portadores.
Licença da fonte: CC BY-SA 4.0
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Fonte 1 · consultada em abrir texto -
Artigo com revisão académica
Os nomes de família em Portugal: uma breve perspectiva histórica
Nuno Gonçalo Monteiro · Etnográfica, 12 (1), pp. 45–58
Uso: Enquadramento histórico da transmissão, seleção e ordem dos apelidos em Portugal.
Âmbito: Perspetiva histórica e amostras sociais delimitadas; não autoriza deduzir parentesco entre pessoas apenas por partilharem um apelido.
Licença da fonte: CC BY-NC 4.0
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Fonte 2 · consultada em abrir texto -
Capítulo académico em acesso aberto
Nomear e ser nomeado na Idade Média: estudo de antroponímia alentejana medieval
Diogo Vivas · André de Oliveira-Leitão · Actas do 2.º Encontro de História do Alentejo Litoral, pp. 97–110
Uso: Sistema antroponímico e contagens limitadas à inquirição de 1375–1376 sobre Castro Verde, Almodôvar e Padrões.
Âmbito: A amostra publicada reúne 228 nomes e 156 utilizações classificadas como patronímicos; só descreve aqueles concelhos e aquela fonte.
Licença da fonte: CC BY-NC (versão não indicada no registo)
Nota de direitos: O registo institucional assinala uma licença Creative Commons BY-NC sem indicar a versão. Este corpus usa paráfrases e valores pontuais, com atribuição; a licença da fonte não é apresentada como licença do site.
Fonte 3 · consultada em abrir texto