Dossiê documental C18

Beatriz e Beatrix: da forma latina à documentação portuguesa

A forma de partida, o período linguístico e a atestação em Portugal são informações diferentes e permanecem separadas.

Publicado e revisto em · relação verificada contra o catálogo canónico

Mapa textual acessível

Leitura linear das relações documentadas neste dossiê
  1. Beatriz tem a relação forma histórica de origem Beatrix Língua: Latim · período: Antiguidade tardia

A direção da seta reproduz a afirmação editorial guardada no catálogo. A posição e a distância visual não representam proximidade fonética, frequência, cronologia completa nem grau de parentesco.

Duas cronologias que não devem ser fundidas

A ficha de Beatriz identifica Beatrix como a forma latina de partida. A aresta recebe, por isso, o tipo “forma histórica de origem”, com língua latina e enquadramento na Antiguidade tardia. Estes campos descrevem o percurso formal afirmado pela fonte; não datam, por si, a presença de Beatriz em português.

A mesma ficha regista Beatriz em Portugal desde o século XIII. Essa atestação medieval é uma segunda informação, relativa à história de uso portuguesa. Mantê-la distinta do período associado a Beatrix impede uma leitura enganadora em que a forma portuguesa seria apresentada como já documentada na Antiguidade tardia.

Forma histórica não significa grafia alternativa

Neste corpus, a seta não quer dizer que Beatriz e Beatrix possam ser trocadas em qualquer documento. Ela representa somente a direção histórica declarada na fonte. Uma variante contemporânea, uma adaptação noutra língua e uma forma de partida são categorias diferentes, mesmo quando o leitor reconhece facilmente a proximidade gráfica.

A ficha consultada também propõe uma interpretação do nome. Essa informação pertence ao verbete e deve ser citada no seu contexto; não transforma automaticamente cada portadora num exemplo dessa interpretação. O mapa concentra-se na relação formal comprovada e evita alargar a família a outras terminações em -triz ou -trix por analogia.

Exemplos e contextos documentados

  1. A ficha documenta Beatriz em Portugal desde o século XIII.

    Atestação portuguesa medieval; não é uma data para a forma latina Beatrix.

    Proveniência: afirmação beatriz-etimologia-infopedia · Beatriz — Dicionário Infopédia de Nomes Próprios (Antroponímia).

Proveniência por aresta

  1. Beatriz → Beatrix

    A fonte declara Beatrix como a forma latina de que procede Beatriz.

O que não se pode concluir

A relação existe porque uma fonte onomástica a declara; a aparência das grafias nunca cria nem amplia a família.

  • A aresta não torna Beatrix uma variante portuguesa contemporânea de Beatriz.
  • O século XIII documenta uso em Portugal; não é a data de criação da forma latina.
  • A terminação semelhante de outro nome não demonstra parentesco etimológico.

Os qualificadores pertencem à aresta descrita, não a todos os usos dos nomes. Uma nova relação exige outra declaração explícita, proveniência própria e dois destinos canónicos exatos.