Mapa textual acessível
A direção da seta reproduz a afirmação editorial guardada no catálogo. A posição e a distância visual não representam proximidade fonética, frequência, cronologia completa nem grau de parentesco.
Duas cronologias que não devem ser fundidas
A ficha de Beatriz identifica Beatrix como a forma latina de partida. A aresta recebe, por isso, o tipo “forma histórica de origem”, com língua latina e enquadramento na Antiguidade tardia. Estes campos descrevem o percurso formal afirmado pela fonte; não datam, por si, a presença de Beatriz em português.
A mesma ficha regista Beatriz em Portugal desde o século XIII. Essa atestação medieval é uma segunda informação, relativa à história de uso portuguesa. Mantê-la distinta do período associado a Beatrix impede uma leitura enganadora em que a forma portuguesa seria apresentada como já documentada na Antiguidade tardia.
Forma histórica não significa grafia alternativa
Neste corpus, a seta não quer dizer que Beatriz e Beatrix possam ser trocadas em qualquer documento. Ela representa somente a direção histórica declarada na fonte. Uma variante contemporânea, uma adaptação noutra língua e uma forma de partida são categorias diferentes, mesmo quando o leitor reconhece facilmente a proximidade gráfica.
A ficha consultada também propõe uma interpretação do nome. Essa informação pertence ao verbete e deve ser citada no seu contexto; não transforma automaticamente cada portadora num exemplo dessa interpretação. O mapa concentra-se na relação formal comprovada e evita alargar a família a outras terminações em -triz ou -trix por analogia.
Exemplos e contextos documentados
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A ficha documenta Beatriz em Portugal desde o século XIII.
Atestação portuguesa medieval; não é uma data para a forma latina Beatrix.
Proveniência: afirmaçãobeatriz-etimologia-infopedia· Beatriz — Dicionário Infopédia de Nomes Próprios (Antroponímia).
Proveniência por aresta
- Beatriz → Beatrix
A fonte declara Beatrix como a forma latina de que procede Beatriz.
O que não se pode concluir
A relação existe porque uma fonte onomástica a declara; a aparência das grafias nunca cria nem amplia a família.
- A aresta não torna Beatrix uma variante portuguesa contemporânea de Beatriz.
- O século XIII documenta uso em Portugal; não é a data de criação da forma latina.
- A terminação semelhante de outro nome não demonstra parentesco etimológico.
Os qualificadores pertencem à aresta descrita, não a todos os usos dos nomes. Uma nova relação exige outra declaração explícita, proveniência própria e dois destinos canónicos exatos.