Corpus documental C18
Famílias linguísticas documentadas — volume 2
Oito dossiês, 8 relações e nenhum agrupamento por aparência. Cada mapa identifica a forma de partida, o destino exato, a língua, o período, a afirmação de apoio e a fonte.
Corpus revisto em · relações verificadas contra o catálogo canónico
O que muda neste segundo volume
O primeiro volume oferece mapas mínimos de famílias já registadas. Este conjunto acrescenta estudos de caso: em vez de mostrar apenas que duas formas estão ligadas, explica que parte da ficha lexicográfica sustenta a aresta, como os qualificadores cronológicos e linguísticos devem ser lidos e que conclusões ficam fora da evidência.
Os oito pontos de partida não repetem as raízes editoriais do primeiro volume. Também não substituem o glossário nem os guias de morfologia: termos como variante, forma histórica e adaptação continuam a ser definidos nesses recursos gerais; aqui são aplicados a relações nominais concretas, verificadas contra entradas exatas do catálogo.
Dossiês do volume
Ana e Hannah: uma relação histórica documentada
Um caso curto que mostra como registar uma forma de partida sem transformar duas grafias em equivalentes universais.
1 relação com proveniênciaBeatriz e Beatrix: da forma latina à documentação portuguesa
A forma de partida, o período linguístico e a atestação em Portugal são informações diferentes e permanecem separadas.
1 relação com proveniênciaConstança e Constância: variante com contexto medieval
Uma variante documentada pode ser descrita com precisão sem inventar uma cadeia fonética nem impor equivalência em todos os períodos.
1 relação com proveniênciaDinis e Dionísio: variante medieval e continuidade de uso
A forma abreviada documentada é tratada como relação histórica específica, não como licença para encurtar nomes por regra.
1 relação com proveniênciaGuilherme e Guillaume: uma via francesa de transmissão
O dossiê distingue a forma intermediária explicitamente ligada à portuguesa de uma origem germânica mais remota citada no verbete.
1 relação com proveniênciaLara e Larissa: forma breve russa e difusão moderna
Uma fonte académica de nomes distingue a relação formal russa do episódio cultural que ajudou a difundir Lara na Europa.
1 relação com proveniênciaMartim e Martinho: forma abreviada no português medieval
A documentação permite ligar duas formas concretas e datar o seu uso, sem converter a redução num padrão geral para nomes portugueses.
1 relação com proveniênciaRafael e Raphael: forma hebraica e tradição cristã
A página separa a forma histórica declarada, a interpretação semântica do verbete e o contexto posterior de uso cristão.
1 relação com proveniênciaContrato negativo: o que nunca gera uma relação
Uma sugestão pode parecer plausível e continuar editorialmente vazia. Este volume rejeita quatro atalhos que confundem descoberta com prova:
- distância ortográfica ou de edição
- prefixo, sufixo ou sequência de letras partilhada
- pronúncia presumida ou proximidade sonora não documentada
- tradução, transliteração ou equivalência intercultural presumida
Uma nova aresta só poderá ser publicada se uma fonte linguística, lexicográfica ou onomástica declarar a relação; se origem e destino corresponderem a entradas inequívocas; e se o registo conservar tipo, língua, período, fonte e evidência. Quando a obra apenas prova uma ligação, a página não afirma que todos os nós possíveis partilham uma etimologia única.