Mapa textual acessível
A direção da seta reproduz a afirmação editorial guardada no catálogo. A posição e a distância visual não representam proximidade fonética, frequência, cronologia completa nem grau de parentesco.
A relação e a atestação
A ficha onomástica documenta Martim como forma abreviada de Martinho e situa o seu uso em Portugal desde a Idade Média. A ligação recebe, por isso, língua portuguesa e período medieval. Trata-se de uma afirmação sobre estas duas formas, com origem e destino identificados no catálogo.
“Forma abreviada” explica o tipo de relação registado pela fonte, mas a taxonomia canónica mais ampla conserva-a como variante documentada. Esta escolha evita inventar uma precisão técnica maior do que a estrutura comum do catálogo comporta, enquanto a evidência textual mantém visível a formulação específica da fonte.
O que continuidade não demonstra
A presença de Martim desde o período medieval mostra continuidade de uso no âmbito citado, não uma frequência constante nem uma distribuição completa por Portugal. Para comparar popularidade seria necessário um corpus estatístico com população, datas e cobertura; uma ficha etimológica não substitui esses dados.
Também seria incorreto usar este par como molde para relacionar qualquer nome terminado em -im com outro terminado em -inho. A semelhança pode sugerir uma hipótese, mas apenas documentação histórica ou lexicográfica explícita permite publicá-la. O contrato negativo do volume impede precisamente esse salto analógico.
Exemplos e contextos documentados
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A ficha situa o uso de Martim em Portugal desde a Idade Média.
Atestação histórica geral; não mede frequência nem continuidade ano a ano.
Proveniência: afirmaçãomartim-formacao-infopedia· Martim — Dicionário Infopédia de Nomes Próprios (Antroponímia).
Proveniência por aresta
- Martim → Martinho
A fonte documenta Martim como forma abreviada de Martinho.
O que não se pode concluir
A relação existe porque uma fonte onomástica a declara; a aparência das grafias nunca cria nem amplia a família.
- Não se generaliza a correspondência -im/-inho para outros antropónimos.
- Uso desde a Idade Média não significa uso contínuo, uniforme ou frequente em todos os séculos.
- A relação formal não torna Martim um tratamento informal moderno de qualquer Martinho.
Os qualificadores pertencem à aresta descrita, não a todos os usos dos nomes. Uma nova relação exige outra declaração explícita, proveniência própria e dois destinos canónicos exatos.