01
A fronteira vem da bibliografia
O corpus reúne exatamente os oito identificadores EDH associados a AE 1975, 483–490. A continuidade da sequência define a entrada: não a legibilidade do nome, o sexo aparente, a relação familiar ou a facilidade de interpretação.
Essa regra mantém fragmentos como HD009951 e HD009960 ao lado de epitáfios extensos como HD009945. Excluir os fragmentos faria o conjunto parecer artificialmente mais completo e mais rico em relações.
02
Oito registos não são oito pessoas
Uma inscrição pode nomear a pessoa falecida, pai, mãe, cônjuge ou herdeiro; outra conserva apenas parte de uma forma. Por isso, o número de registos não funciona como contagem automática de indivíduos.
Também não se eliminam possíveis repetições entre pedras. Sem identidade documental explícita, formas semelhantes permanecem ocorrências epigráficas e não pessoas fundidas.
03
A cronologia em branco é um dado
Na apresentação EDH consultada, a rubrica cronológica não fornece intervalo para estes oito registos. A coleção não importa uma data geral de Conimbriga para preencher cada epitáfio.
A designação “Antiguidade romana” situa o género histórico, mas não ordena internamente as pedras. Mudança geracional, evolução da fórmula e prioridade cronológica ficam fora do que este recorte demonstra.
04
Reprodução e revisão
Cada observação aponta para identificadores HD verificáveis e para a concordância AE. A transcrição mantém parênteses, colchetes, traços, interrogações e (!), pois esses sinais controlam a força da leitura.
Uma revisão futura deve conferir a edição de escavação e, quando disponível, a superfície ou imagem. Até lá, a EDH é a edição digital efetivamente citada e nenhuma expansão é apresentada como letra visível.