01
Repetir um nomen não é repetir uma pessoa
Alliae Avitae e Allia Rufina partilham Allia no mesmo texto, enquanto mater e filiae distinguem as funções. A repetição é uma característica da fórmula familiar explícita, não um caso de duplicação de registo.
A página preserva as terminações de caso e a restituição [Ruf]ina. Normalizar ambas para Allia pode servir à explicação, mas nunca deve apagar quem é mãe e quem é filha.
02
Sem relação preservada, a semelhança fica suspensa
HD009957 oferece Bla[esio] Seve[ro] e L(ucius) B[laesius?], com perdas amplas. O segundo elemento recebe dúvida editorial e a palavra que ligaria as pessoas não sobrevive.
Não se escolhe “pai e filho” só porque outra pedra usa esse padrão. A forma semelhante permite formular uma pergunta; a lacuna impede publicar a resposta.
03
Flaccinia e Flaccinus têm apoio relacional
HD009966 chama Flaccinus pater e a homenageada filia. Aqui a relação não depende exclusivamente da proximidade gráfica, embora Valeria e o início de Flaccinia incluam restituição.
O padrão pode ser analisado dentro do epitáfio. Não demonstra uma regra universal de transmissão, nem autoriza ligar outros Flaccini sem relação expressa.
04
Da pedra ao sistema, sem genealogia automática
Três exemplos mostram por que a evidência relacional deve acompanhar a morfologia. Dois têm palavras familiares explícitas; um perdeu exatamente a zona decisiva.
Generalizar exigiria um corpus mais amplo, critérios para identidade e cronologia. Este recorte não mede hereditariedade dos nomes e não conecta pessoas antigas a apelidos posteriores.