01
O total do documento não é o denominador de cada tabela
No corpus alentejano, 228 é o total antroponímico anunciado. A lista de nomes masculinos fecha em 203 e a feminina em 23. Somá-las produz 226, por isso esta edição não recalcula percentagens para as duas unidades restantes sem uma categoria publicada que as explique.
No Porto, 3 855 antropónimos também não equivale automaticamente a 3 855 nomes próprios observados. O estudo distingue referências com nome e casos em que outros elementos ou relações estruturam a identificação.
02
Uma unidade de diferença deve permanecer visível
O texto portuense usa 3 689 numa frase e 3 688 na seguinte. A tabela anexa apresenta total de 3 689. Em vez de escolher silenciosamente a variante conveniente, o corpus assinala a divergência e usa o valor apenas quando reproduz diretamente a tabela.
A diferença é pequena em termos percentuais, mas grande em termos de método: mostrar o conflito permite rever a edição e impede uma falsa precisão de origem editorial.
03
O denominador feminino é condicionado pela fonte
Das 315 referências femininas do Porto, apenas 172 publicam nome de batismo; 143 aparecem através de fórmulas conjugais. Assim, uma percentagem entre nomes femininos descreve 172 formas nomeadas, não todas as mulheres referidas.
A omissão documental não pode ser distribuída proporcionalmente pelos nomes visíveis. Fazer isso presumiria que mulheres nomeadas e não nomeadas tinham o mesmo perfil onomástico, hipótese que a fonte não testa.
04
Regra de reprodução
Cada cartão desta coleção conserva valor, denominador, corpus e localizador. Percentagens publicadas são identificadas como tais; percentagens derivadas só seriam aceitáveis com fórmula e valores compatíveis.
Nenhum total é convertido em estimativa populacional. Os dois levantamentos resultam de fontes administrativas específicas e não de recenseamentos desenhados para medir nomes.