01
Maria lidera dois conjuntos incompletos
Maria reúne sete ocorrências e 30,44% na tabela feminina alentejana. No Porto, a tabela conta 50 e o gráfico publica 29%.
Os valores próximos são uma observação entre mulheres nomeadas nas fontes. Não permitem afirmar que três em cada dez mulheres das regiões se chamavam Maria.
02
As categorias seguintes divergem
No Alentejo, Domingas e o grupo Mor/Maior têm três ocorrências cada; Catelina, Margarida e Marinha têm duas. Branca, Constança, Estevaínha e Janeira surgem uma vez.
No Porto, Senhorinha conta 26, Margarida 23, Catarina 18 e Domingas 12. A tabela inclui ainda Joana, Clara, Leonor, Inês, Constança, Guiomar e várias ocorrências menores.
03
Mor/Maior é um agrupamento editorial explícito
A fonte alentejana apresenta Mor / Maior como uma categoria conjunta de três ocorrências, repartida em duas mais uma. Esta coleção não escolhe uma forma canónica nem transforma o par em duas frequências independentes.
A tabela portuense foi modernizada globalmente; por isso, mesmo categorias sem barra podem condensar grafias originais. A ausência de barra não significa ausência de variação manuscrita.
04
A cauda não suporta uma história de origem
Uma única ocorrência confirma presença na categoria publicada e no corpus. Não data o aparecimento do nome, não identifica a primeira portadora e não prova origem regional.
Para estudar uma forma rara seria preciso regressar ao fólio, verificar leitura, contexto e possíveis homónimos, e procurar corpora comparáveis. A tabela é ponto de partida, não certidão de nascimento da forma.