01
A mesma base histórica, duas funções contadas
Os estudos aproximam categorias de nome próprio e patronímico para observar preferências em gerações ou funções diferentes. No Alentejo, João conta 42 como nome e Eanes/Anes/Joanes 25 como patronímico.
Isso não significa 67 pessoas chamadas João. O patronímico é elemento secundário de identificação e a tabela atribui-lhe função própria.
02
As proporções não caminham sempre juntas
No Alentejo, Domingos/Dominico tem 13 ocorrências, enquanto Domingues tem 18; Pedro/Pêro tem cinco e Pires onze. Os autores discutem possível flutuação entre gerações.
Esta coleção conserva a interpretação como hipótese do estudo. Não identifica pais e filhos concretos nem prova mudança temporal fora da inquirição.
03
O Porto amplia a escala e a assimetria
A tabela portuense põe João 999 diante de Anes/João 506, Afonso 601 diante de Afonso 375 e Gonçalo 351 diante de Gonçalves 269. Outros pares não ocupam posições paralelas.
Os valores dependem da classificação e normalização adotadas. Também podem refletir omissão de patronímicos em certas referências, risco que a autora discute.
04
Sem genealogia automática
Um patronímico historicamente relacionado com um nome não liga cada portador a uma pessoa específica desse nome. A contagem agregada perde cadeias individuais e homónimos.
Para uma conclusão genealógica seria preciso reconstruir pessoas com datas, lugares e relações em documentos sucessivos. Estas tabelas servem à história do sistema, não à prova de uma linhagem.