Corpus delimitado · 1375–1438

Formas raras e ocorrências únicas nas tabelas

Como ler categorias de uma ocorrência sem lhes atribuir origem, exclusividade regional ou continuidade moderna.

Revisto em · 2 corpora publicados · rota em revisão editorial e ainda não indexada.

Leituras verificáveis

Três observações com localizador

Cada número permanece ligado ao seu denominador, corpus e decisão editorial.

Alentejo masculino
16 categorias com 1 ocorrência
Incluem Adão, Aires, Aparício, Bento, Bernardo, Diego, Francisco, Nuno, Simão e outras.
Baixo Alentejo 1375–1376 · p. 100
Alentejo feminino
4 categorias com 1 ocorrência
A tabela enumera Branca, Constança, Estevaínha e Janeira.
Baixo Alentejo 1375–1376 · p. 101
Porto anexo
numerosos singletons
Inclui Bento, Teresa, Egas, Afonsinho, Gracido, Fagundo, Luzia, Jani, Florença, Jacob e outros.
Porto 1431–1438 · p. 210

01

Raro no corpus é uma relação com o denominador

Uma ocorrência única significa uma célula de valor um na tabela delimitada. Não significa nome único na região nem forma desconhecida noutros documentos.

A raridade muda com inclusão, normalização e dimensão do corpus. O mesmo nome pode ser singleton numa inquirição e frequente num arquivo paroquial que a tabela não cobre.

02

Os singletons alentejanos

A lista masculina publica diversas categorias unitárias, entre elas Adão, Aires, Aparício, Bento, Bernardo, Diego, Estácio, Francisco, Garcia, Gião, Moninho, Nuno, Sentil, Simão e Vivião. A lista feminina tem Branca, Constança, Estevaínha e Janeira.

Estas formas são reproduzidas conforme a tabela do artigo. Sem voltar à edição da inquirição, não se avaliam abreviaturas, leituras alternativas ou normalizações subjacentes.

03

Os singletons portuenses já estão modernizados

O anexo do Porto inclui categorias unitárias como Bento, Teresa, Egas, Afonsinho, Gracido, Fagundo, Gregório, Luzia, Cristóvão, Marcos, Digaminhos, Jani, Pedrinhos, Florença, Jacob e outras.

A lista pode estudar a cauda estatística, mas não grafias raras: a política global modernizou nomes próprios. Uma categoria invulgar ainda requer conferência do fólio citado.

04

De ocorrência a investigação

O caminho seguinte é localizar cada entrada na fonte primária, confirmar leitura e função, procurar repetição noutros documentos do mesmo fundo e só depois ampliar a comparação.

A coleção não usa uma ocorrência isolada para escrever etimologia, identificar descendentes ou reivindicar exclusividade local. Essas perguntas precisam de fontes próprias.

Contratos negativos

O que este estudo não conclui

  • Não chama exclusivo ou representativo da população a um singleton.
  • Não data a origem de um nome pela primeira ocorrência da tabela.
  • Não liga a forma a famílias atuais.

Caderno de proveniência

Limites e política de cada corpus

As fontes primárias subjacentes, os totais e a intervenção editorial são parte do resultado.

  1. Dataset publicado e reproduzível

    Nomear e ser nomeado na Idade Média: estudo de antroponímia alentejana medieval

    Diogo Vivas e André de Oliveira-Leitão · 2010

    Base primária
    Inquirição régia de 1375–1376 sobre bens régios em Castro Verde, Almodôvar e Padrões; cópia na Leitura Nova, Livro I dos Direitos Reais, fólios 111–163; edição integral publicada pelo Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo em 1998.
    Fronteira
    228 antropónimos recolhidos pelos autores nos três concelhos. As tabelas publicam 203 ocorrências na lista masculina e 23 na feminina; a diferença de duas unidades perante o total declarado fica sem reconciliação nesta edição.
    Grafia e transcrição
    As tabelas agrupam explicitamente algumas formas com barra — por exemplo Domingos / Dominico, Martim / Martinho, Fernando / Fernão, Pedro / Pêro, Rodrigo / Rui e Mor / Maior. Esta coleção preserva esses agrupamentos e não recupera grafias manuscritas.
    Risco de inclusão
    A inquirição documenta pessoas relevantes para o levantamento de bens régios. Não é um rol da população residente nem uma amostra aleatória.
    Localizadores
    pp. 97–98: fonte e âmbito; pp. 99–101: tabelas de nomes próprios; pp. 102–103: nomes e patronímicos.

    Consultar a publicação usada

  2. Dataset publicado e reproduzível

    “Diz-me como te chamas, dir-te-ei quem és”: amostra antroponímica do Porto e seu termo (1431–1438)

    Vanessa Azevedo Reis · 2018

    Base primária
    Atas de Vereação da cidade do Porto e Livro da Receita Nova; o artigo fornece remissões para fólio/página e tabelas anexas de formas e contagens.
    Fronteira
    3 855 antropónimos declarados; 3 689 com nome próprio numa passagem, embora a frase seguinte use 3 688. A autora identifica 315 referências femininas, das quais 172 publicam nome de batismo, e 61 nomes masculinos distintos mais 20 femininos.
    Grafia e transcrição
    A autora declara ter registado todos os nomes próprios com a grafia vigente à data do estudo para facilitar contabilização. As formas da tabela são, portanto, categorias editoriais normalizadas, não inventário de grafias medievais.
    Risco de inclusão
    As duas fontes municipais tornam certos agentes e relações mais visíveis do que outros. Entre as 315 referências femininas, 143 aparecem por relação conjugal sem nome de batismo publicado.
    Localizadores
    pp. 176–180: corpus e método; pp. 185–189: nomes próprios e visibilidade feminina; pp. 194–195: nomes e patronímicos; pp. 210–211: tabelas anexas.

    Consultar a publicação usada