01
A barra preserva uma decisão dos autores
A tabela alentejana reúne pares ou conjuntos em células comuns e por vezes expõe a repartição, como 12 mais 1 para Domingos/Dominico ou Martim/Martinho. Essa é a unidade estatística publicada.
Separar as formas mudaria percentagens e posições. Fundi-las com outras grafias não listadas também excederia a fonte. O corpus conserva precisamente o agrupamento visível.
02
O Porto apaga deliberadamente a variação gráfica
A autora do estudo portuense explica que registou todos os nomes próprios com a grafia então vigente para facilitar contabilização. Essa transparência torna o conjunto reprodutível como tabela editorial, mas não como inventário paleográfico.
João, Afonso ou Gonçalo na tabela são categorias normalizadas. Não se pode afirmar quantas grafias medievais diferentes foram reunidas em cada uma.
03
Categorias podem ser comparadas; grafias, não
É possível observar que João lidera ou que Martim tem determinada contagem, desde que se cite a política de cada corpus. Não é possível comparar “variação ortográfica” entre eles.
Uma análise de grafias exigiria transcrições conservadoras dos dois conjuntos e regras comuns para abreviaturas, diacríticos, segmentação e expansão. Esses dados não estão nestas tabelas.
04
Política desta coleção
Formas com barra são reproduzidas com barra e chamadas grupos editoriais. Formas portuenses são marcadas como normalizadas. A acentuação moderna não é projetada no manuscrito.
Nenhuma seta etimológica ou relação de equivalência adicional é criada por semelhança. O objetivo é estudar o que as publicações contam, não reconstruir uma história fonológica ausente.