01
Concentração não significa repertório fechado
No Alentejo, quatro categorias reúnem aproximadamente metade das ocorrências masculinas. A tabela continua com formas de frequência média e uma cauda de categorias com uma ou duas ocorrências.
No Porto, cinco categorias chegam a 69% e oito a 83% segundo a análise publicada. Também ali a tabela anexa conserva dezenas de categorias menos frequentes.
02
Os conjuntos dominantes não são idênticos
João e Afonso aparecem nos dois grupos de topo. Estêvão e Lourenço entram no quarteto alentejano, enquanto Gonçalo, Vasco e Martim completam os cinco portuenses.
A diferença é descritiva. Não deve receber uma explicação causal automática baseada em santos, migração ou estatuto sem variáveis próprias e fontes adicionais.
03
O efeito da normalização
A tabela alentejana agrupa explicitamente algumas variantes; a portuense moderniza todos os nomes próprios antes da contagem. Ambas reduzem diversidade gráfica, mas por procedimentos diferentes.
Consequentemente, “categoria distinta” significa categoria editorial do respetivo estudo. Não é uma contagem comparável de grafias manuscritas únicas.
04
Uma medida local
As percentagens resumem os documentos que chegaram ao corpus e as regras usadas pelos investigadores. São úteis para comparar o topo e a cauda dentro de cada tabela.
Não estimam a proporção de habitantes dos concelhos, de Portugal medieval ou de crianças batizadas. A inclusão depende de inquirições e registos municipais, não de amostragem populacional.